sexta-feira, 24 de agosto de 2012


A ausência possui nuances interessantes
Quando necessária, aumenta a vontade
Se é claramente propositada, desanima
Não se trata relacionamento como jogo
Não há que se ter disputa, competição
Não é vergonhoso dizer que sente falta
Pensar que está se expondo assim é erro
Manifestação de uma evidente insegurança
São oportunidades felizes que se perdem
É o "não demonstrar para não se expor"
Tolice pueril de quem ainda não entende
Que todo amor é entrega, é permitir-se
Felizes os que se expõem, que acreditam
O amor é uma torneira, há que ser aberta
Quem deixa o fluxo de energia correr livre
Mais e mais se impregna da boa energia
Não imponha sua ausência, pois ela fala
E quando ela assim fala, o outro se cala
Viver um amor sinonimiza correr riscos
E se a ausência fala, não mais arrisco
E se não arrisco
Risco

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Verdade Encanta



O elogio despretensioso
O afago inconsciente
O sorriso insistente
O olhar que tudo diz

Verdade no ser e agir
Coerência no que fala
Prudência no que cala
Clareza no que se quer

Amizade e cumplicidade
Não é preciso muita coisa
O segredo é se permitir
Querer e se fazer ser feliz

domingo, 12 de agosto de 2012

Dias de Sol


Eu sou o gestor do meu tempo.
A felicidade é vivida, não agendada
Quem não compreende isso se perde
Corre o risco de mergulhar em angústia
E de viver em ansiedade pelo que ainda virá
É enclausurar-se numa frustração pelo que perde
Tempo dispendido em planejar e esquecido de se viver
É tolice abrir mão do hoje por conta do amanhã
Isso é sabotar a si mesmo e os planos Dele
A vida é muito preciosa para desperdícios
Sorva o ar, abrace seu dia, dance, cante
Ame com energia, sem pudores
Agradeça pelo dom da vida
Viva intensamente 
Carpe diem!

sábado, 11 de agosto de 2012

Mãos entrelaçadas



Sede de olhares discretos
Um toque sutil de timidez
Sorriso saltante dos olhos
Metade bicho metade gente
O limiar da dor com unhas
Mãos no pescoço, pressão
Puxar de cabelos, apertos
Pudores inexistentes, suor
O sorver dos fluidos do outro
O alternar do ritmo, a dança
A mordida que deixa marcas
O encontro molhado dos lábios
Entrelaçar de línguas, afagos
O pulso acelera, a explosão
Olhar no olho nesse momento
Desnuda a alma, é a entrega
Faz rir, algumas vezes chorar 
Cada momento desses é uno
O depois tem que ser juntos
A suavidade do toque do pós
Pés entrelaçados, se faz calor
As unhas... Ah, as unhas...
Fazem-me virar gato de hotel
O replay. E o sono dos justos
Assumo: sou louco por unhas

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fechaduras




Em algum lugar está a chave
Encaixe e giro certo, preciso
Término de buscas, esperas
Epílogo da ansiedade torpe
Gosto de fechaduras velhas
Me remetem a tempos idos
Passagens, gente, vida, dor
Alegrias vividas e perdidas
Clausuras e gritos de liberdade
Gente que por ali passou
Nasceu, viveu e que já se foi
Fechaduras são misteriosas
O que lhes abre é a chave
Antes que a frase soe óbvia
A porta já estará escancarada
Clic!