terça-feira, 10 de abril de 2012

O exemplo não é a melhor forma de educar, é a única.


"O exemplo não é a melhor forma de educar, é a única."

(Albert Schweitzer)
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Li ontem um post no Facebook, desses que são propalados indistintamente, mas que trazia uma mensagem interessante, motivando-me a meditar sobre o assunto.

Esse post falava das pessoas que furam fila, subornam guardas de trânsito em blitzes, trocam voto por favores, tiram vantagem dos outros por serem espertos, recebem troco a mais e não devolvem, que para tudo na vida têm um jeitinho. Dizia o post que esse tipo de gente em nada difere dos políticos corruptos de nosso país, sendo mero reflexo deles.

Não sou Madre Tereza de Calcutá, nem tenho a pretensão de sê-la, pois estou muito aquém da evolução espiritual dela, mas penso que me cabe - assim como a qualquer pessoa - poder fazer algo em prol da disseminação da cultura do ser correto.

Se por um lado uma andorinha só não faz verão, por outro, se cada uma pessoa fizer algo de diferente em sua casa, em sua família, em seu trabalho, em seu bairro, em sua cidade, isso se reflete e contagia outras pessoas pelo exemplo que é dado.

Sejamos, pois, cada um, a seu jeito e modo, os motores de pequenas mudanças que podem fazer uma grande diferença no nosso círculo, pois educação, honradez, boa-vontade, humildade, pró-atividade e outros substantivos mais (que adoro quando viram verbo) nunca são em excesso.

Sejamos exemplo sempre. É a única e melhor forma de educar. 

Fechaduras










terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Brasil é a 6ª Economia Mundial - E a gente com isso?





Está tudo errado. 


A riqueza que nos coloca na 6ª posição no ranking da economia mundial é amealhada por poucos em detrimento da enorme parcela da sociedade que faz esse país andar.


Renda mínima para tirar a parte da população da miséria para que tenham um pentelhésimo de dignidade é obrigação do Estado e o Governo Federal entende e divulga isso como mérito. 


Balela!!  Enquanto a maioria esmagadora da população que faz essa economia impiedosa girar não começar a colher os louros dessa tão propalada pujança econômica tupiniquim,isso e m... para mim é a mesmíssima coisa.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PIG - Os Vendilhões da Pátria





Os veículos que compõem a grande imprensa brasileira não passam de um bando de vendilhões da pátria. 

(Ronald Mignone - 15-dez-2011)

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Wikileaks tira máscara da mídia brasileira e comprova: estão à serviço dos EUA



Aconteceu o que já era de conhecimento dos menos desavisados. A grande imprensa  brasileira foi finalmente desnudada, com tudo comprovado em documentos oficiais e sigilosos. Quem ainda tinha motivos para outorgar credibilidade à estes veículos e seus jornalistas, não tem mais.

Novos documentos vazados pela organização WikiLeaks trazem à tona detalhes e provas da estreita relação do USA com o monopólio dos meios de comunicação no Brasil semicolonial.

Um despacho diplomático de 2005, por exemplo, assinado pelo então cônsul de São Paulo, Patrick Dennis Duddy, narra o encontro em Porto Alegre do então embaixador John Danilovich com representantes do grupo RBS, descrito como "o maior grupo regional de comunicação da América Latina", ligado às organizações Globo. 


O encontro é descrito como "um almoço 'off the record' [cujo teor da conversa não pode ser divulgado], e uma nota complementar do despacho diz: "Nós temos tradicionalmente tido acesso e relações excelentes com o grupo".

Outro despacho diplomático datado de 2005 descreve um encontro entre Danilovich e Abraham Goldstein, líder judeu de São Paulo, no qual a conversa girou em torno de uma campanha de imprensa pró-sionista no monopólio da imprensa no Brasil que antecedesse a Cúpula América do Sul-Países Árabes daquele ano, no que o jornalão O Estado de S.Paulo se prontificou a ajudar, prometendo uma cobertura "positiva" para Israel.

Os documentos revelados pelo WikiLeaks mostram ainda que nomes proeminentes do monopólio da imprensa são sistematicamente convocados por diplomatas ianques para lhes passar informações sobre a política partidária e o cenário econômico da semicolônia ou para ouvir recomendações.
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Um deles é o jornalista William Waack, apresentador de telejornais e de programas de entrevistas das Organizações Globo. Os despachos diplomáticos enviados a Washington pelas representações consulares ianques no Brasil citam três encontros de Waack com emissários da administração do USA. O primeiro deles foi em abril de 2008 (junto com outros jornalistas) com o almirante Philip Cullom, que estava no Brasil para acompanhar exercícios conjuntos entre as marinhas do USA, do Brasil e da Argentina. 

O segundo encontro aconteceu em 2009, quando Waack foi chamado para dar informações sobre as conformações das facções partidárias visando o processo eleitoral de 2010. O terceiro foi em 2010, com o atual embaixador ianque, Thomas Shannon, quando o jornalista novamente abasteceu os ianques com informações detalhadas sobre os então candidatos a gerente da semicolônia Brasil.


Outro nome proeminente muito requisitado pelos ianques é do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, d'A Folha de S.Paulo. Os documentos revelados pelo WikiLeaks dão conta de quatro participações do jornalista (ou "ex-jornalista e consultor político", como é descrito) em reuniões de brasileiros com representantes da administração ianque: um membro do Departamento de Estado, um senador, o cônsul-geral no Brasil e um secretário para assuntos do hemisfério ocidental. Na pauta, o repasse de informações sobre os partidos eleitoreiros no Brasil e sobre a exploração de petróleo na camada pré-sal.



Fernando Rodrigues, repórter especial de política da Folha de S.Paulo, chegou a dar explicações aos ianques sobre o funcionamento do Tribunal de Contas da União.

Outro assunto que veio à tona com documentos revelados pelo WikiLeaks são os interesses do imperialismo ianque no estado brasileiro do Piauí.

Um documento datado de 2 de fevereiro de 2010 mostra que representantes do USA participaram de uma conferência organizada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), na capital Teresina, a fim de requisitar a implementação de obras de infra-estrutura que poderiam favorecer a exploração pelos monopólios ianques das imensas riquezas em matérias-primas do segundo estado mais pobre do Nordeste.

A representante do WikiLeaks no Brasil, a jornalista Natália Viana, adiantou que a organização divulgará em breve milhares de documentos inéditos da diplomacia ianque sobre o Brasil produzidos durante o gerenciamento Lula, incluindo alguns que desnudam a estreita relação do USA com o treinamento do aparato repressivo do velho Estado brasileiro. A ver.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Som do Silêncio


Quando não se quer ouvir, nada do que se diga faz diferença. 
Por vezes é até pior; tudo que se diz chega com uma conotação que não tem e que apenas nós a damos.
É como se falássemos em inglês e o interlocutor ouvisse em japonês. 
O amor, o calor, o acalento, o carinho, a certeza e a esperança dão lugar ao medo, à insegurança, à incredulidade, à intolerância, à sensação de solidão e de desamparo. 
Sonhos se despedaçam, os sons se distorcem, a vista embaça. E nada mais parece ter colorido.
Quando se esquece do colorido das outras coisas e fixa-se no cinza e nas cinzas, as palavras sobram e não mais têm serventia; falar já não serve de mais nada quando não se quer ouvir.
Há hora de falar e há hora de calar.
Diante da minha impotência, é chegada a hora de calar.
Recolho-me a mim mesmo.
Só anseio para não acordares demasiado tarde.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Que amor?



Não quero falar de amor
Amor que se sabe infinito
Que se sente, se sonha
Faz-nos levitar

Quero meus pés no chão
Espírito sereno
Sem sustos
Passos firmes

Não vou mais falar de amor
Deixo-o para os poetas
Os verdadeiros
Escrevo apenas pela dor

Falo dele por angústia
Por não me fazer entender
Por ver meu espelho
Refletir dor, solidão

Sonhava com o dia
Que apenas meus olhos
Bastassem para mostrar
O quanto amo

Vejo que ele não chega
Sigo então trôpego, absorto
Em pensamentos tristes
Vagando só, sem rumo

Uma gota, um balde
Um lago, um oceano
Não importa o tanto
Não importa o fato

Vemos o que queremos
Sofremos em demasia
Na maior parte das vezes
Sem razão, sem noção

Não falo mais dele
Dói-me na alma
Vê-lo despedaçado
O caminho é único

Sempre tive certeza
De um lugar guardado
Firme, reto, abençoado
Pensava em ti ao meu lado

Deixo de falar de amor
Falem dele os poetas
Vidas livres, incertas
É só o que me resta