sexta-feira, 7 de junho de 2013

Seres Emocionais

Há pessoas que são diferentes
Elas simplesmente o são
Dotadas de uma inteligência rara
Com uma veia poética aflorada
Vêem o mundo sob um prisma de alma
Normalmente são fortes, donas de si
Com respostas firmes e prontas para tudo
Por vezes, entretanto, são incompreendidas
E se isso lhes toca fundo e aflige o emocional
Elas se perdem, se desmontam, se desarticulam
Podendo chegar ao ponto de se autodestruírem
Flertando por vezes até mesmo com o breu terminal
Bom é que possuem uma capacidade ímpar
De soerguerem-se, de recuperação
O perigo é quando estão cegas e perdem o ar
Em picos dentro da linha baixa da normalidade
São elas sobreviventes sempre
Felizes os que os compreendem
E que desfrutam de seu amor
Que se permitem por eles serem amados
E que compreendem seus conflitos
Que entendem seus silêncios
E os amam sem questionamentos
E o amor é assim...
Quando menos se merece 
É quando mais dele se precisa




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sons em Cores



Pinto versos em aquarelas de jardins
De olhos bem fechados vejo os tons
As notas saltam, pulam ao meu redor
Cores e tons em harmonia e em paz
Não distingo mais onde cada um está
Se é a cor que para mim canta e dança
Ou o verso que me encanta em cores   
Vejo as notas, ouço as cores dançando
Fazendo, criando uma melodia sinestésica
Música para meus olhos e ouvidos inquietos
Abram as cortinas, o show está para começar
Sons de cores, cores de tons em desatino
A criar uma música ímpar, para olhos e ouvidos
Quem puder, que lhe ouça e  lhe aprecie
Sinta-a na pele, se também puder
Meus cumprimentos à plateia

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Duas rodas de prosa



Um pedal longo num domingo de sol
Oportunidade ímpar de meditação
Momentos exclusivamente meus
Devaneios mil e algumas conclusões
Certezas fortemente cristalizadas
Nortes bem definidos e traçados
Amanheceres plenos de boas novas
Possibilidades agora descortinadas
Uma tela branca, uma folha de papel
Ávidas pelo que se lhes desenhará
E eu escolho as cores

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Vácuos Atemporais



O tempo é curvo
Tortamente reto
Segundos eternos
Dias anos-luz idos
Vida em hibernação
Instantes desconexos
Contagem regressiva
Até o zero absoluto
Única certeza no fim
Que se parta o relógio

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Brisa do Tempo






Tempo, vento, momento.
Instante, piscado, um fado
Vendo, vindo, vivendo
Há tempos
Há tempo

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Velhos Hábitos





Hoje joguei tanta coisa fora
Bem Herbert Viana mesmo
Pedaços de mim amassados
Retalhos de carne e de alma
Já me desmontei outras vezes
Idas e vindas em uma busca
Procura de coisas simples
Nada de mais, de exagerado
Um paradoxo deveras aparente
Gosto refinado com simplicidade
Os calos obtidos me consolam
Não estou mais em busca de nada
Nada que extrapole paz e serenidade
"Menos é mais", já disseram antes




terça-feira, 5 de março de 2013

Paradoxos Atemporais



Meu oceano já foi mais amplo

O horizonte era bem mais distante

Ora mar revolto, ora calmaria

Os dias eram preenchidos, curtos

Meu relógio hoje está louco

Há nisso um paradoxo estranho

O tempo vem passando muito rápido

No calendário a folha dos anos pula

E os dias correm lentos, modorrentos

Antes dias desejados, hoje só por eles passo

A calmaria dos dias de hoje me é mau presságio

Caia logo tempestade