quinta-feira, 16 de maio de 2013

Velhos Hábitos





Hoje joguei tanta coisa fora
Bem Herbert Viana mesmo
Pedaços de mim amassados
Retalhos de carne e de alma
Já me desmontei outras vezes
Idas e vindas em uma busca
Procura de coisas simples
Nada de mais, de exagerado
Um paradoxo deveras aparente
Gosto refinado com simplicidade
Os calos obtidos me consolam
Não estou mais em busca de nada
Nada que extrapole paz e serenidade
"Menos é mais", já disseram antes




terça-feira, 5 de março de 2013

Paradoxos Atemporais



Meu oceano já foi mais amplo

O horizonte era bem mais distante

Ora mar revolto, ora calmaria

Os dias eram preenchidos, curtos

Meu relógio hoje está louco

Há nisso um paradoxo estranho

O tempo vem passando muito rápido

No calendário a folha dos anos pula

E os dias correm lentos, modorrentos

Antes dias desejados, hoje só por eles passo

A calmaria dos dias de hoje me é mau presságio

Caia logo tempestade

Interiormente Falando


Não gosto mais de cidade grande

O giro alto não é mais para mim

Trânsito caótico, gente impaciente, mau humorada

Abandonei esse (mau) hábito há alguns anos

Já curti bastante viver na selva de pedra

Hoje o mato, a tranquilidade me seduzem mais

Nada de buzinas, daquele corre-corre frenético

Formigueiro de gente sem motivo e razão

Dirijo hoje com calma, com tempo até de meditar

Mudança mais do que sadia de hábitos

Inversão total de valores antes em alta

Viva o simples, viva o giro baixo

O verde é mais bonito que o cinza

Loucuras Sãs



Loucuras por vezes são bem vindas

Refrescam a mente, renovam o corpo

Felizes os que se permitem enlouquecer

Por um instante apenas se permitirem

Viver todo o tempo são deve ser muito chato

A vida é por demais singela para prisões

Cárceres emocionais por vezes voluntários

Pobres pessoas sãs que não se permitem

Podem me chamar de louco o quanto quiserem

Minha loucura sazonal é meu linimento

Bálsamo para meu espírito e alma inquietos

Vida longa aos que me entendem

Ou não...


Instantes Desconexos



A luta e a labuta diária anestesiam

Transportam para recônditos da mente

Alegrias, prazeres, que passam ao esquecimento

Dias, anos, uma ou duas décadas sobrevivendo

Razões distantes da fome e sede da alma

Atendendo à necessidades diuturnas prementes

Felizes os que se desconectam, se desamarram

Irrompem um horizonte amplo que liberta

Quiçá algum dia eu possa bradar com força

"Liberdade para minha alma irriquieta!"

Livrar-me dos grilhões que vivem a sufocar-me

Liberdade para a vida e o viver livre

É só o que almejo...

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Morte Anunciada



Quantos por aqui já passaram?
Suor, sangue, grilhões, lágrimas
Almas acorrentadas ao vil metal
Dor, costas em carne viva
Riqueza e pobreza antagônicas
Um pobre barão ganancioso
O velho Trapiche hoje agoniza
Retrato do declínio de uma era
Salvem a memória para o povo
Não deixem o velho trapiche morrer